quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu e o Gigante



Sentado diante de um monstro
com medo do que poderá fazer,
com seu corpo colossal,
(será que me fará mal?),
seus dentes de preto e branco,
me fizeram um abrupto tremer.

Logo me disseram assim,
para não ter medo algum.
Vá, experimenta tocar!
E ao encher o peito de ar,
trouxe-o mais perto de mim.
(não podes ter medo. Nenhum!).

Um dedo apenas estiquei,
e apenas em um dos dentes toquei.

De repente, como que por magia,
um som se fez milagrosamente ouvir.
Como é que de tão gigante monstro
que de boca aberta se abre ao mundo,
pode trazer algo que de tão belo, arrepia!?
E logo todos puderam ver, que estava a sorrir.

Os anos foram passando, eu e o gigante,
e a nossa relação foi aumentando,
e a cada dia que passava,
qualquer um reparava,
que beleza se encontrava naquele instante,
em que música de seu corpo se ouvia saindo.

Logo todo mundo queria ouvir
as maravilhas que fomos criando arduamente.
A beleza por vezes se encontra,
não no que está por fora,
mas do que dentro para fora se vê sair,
do que criámos nós os dois. Eu e o gigante.

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