segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pontos

Imagine um ponto. É natural e totalmente lógico este certo ponto encontrar-se sozinho, vendo seu vizinho à distância. No meio, como pequenos jardins plantados por mero acaso, vírgulas que se vão acumulando uma após a outra, tentando explicar algo que unicamente não é compreensível, sem antes perceber o seu todo.
Mas cada ponto é especial, e todos servem o seu efeito. Assim.
Até, na sua extrema pomposidade, apreciam o belo do conteúdo literário com, nada mais nada menos, que um simples chapéu, talvez para preservar sua originalidade na frase, ou apenas para cumprir seu destino, que por eles não foi traçado. Rídiculo? Não direi. Belo!
Como escritor amador, este primeiro aspecto que referi não é de meu agrado. Mas qual a verdadeira razão para um ponto se encontrar sozinho? Isto sim é rídiculo!

Por isso, no meio de tanto jardim, lhe darei alguém para com quem queira conversar, e, quem sabe... O que sairá de tão inesperado encontro... Veremos...

sábado, 18 de setembro de 2010

Doce tormento


Cheio de nada,
e vazio de tudo.

Encontro-me cansado,
e já nada faz sentido.

Estás em toda a parte,
e o fugir não existe.

Meu sonho, minha maldição,
meu tormento, meu desejo,
meu amor, minha paixão.

Fechar os olhos ou vaguear,
já nada resulta,
desde o momento em que
tão inesperadamente decidiste,
para longe de mim voar,

No entanto permaneces,
no sorriso de cada um,
na melodia de toda a música,
no horizonte de bela paisagem.

Doce tormento... vem salvar-me.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Não consigo escrever


Não consigo escrever.

Por muito que tente,
o lápis não consente
com a linha do meu pensamento.
Tento e tento,
mas no papel nada!
Que fúria! Que raiva!

Pelo que sinto,
ao tentar viver neste mundo,
continuo repetidamente
a fugir inconscientemente
para o meu universo,
sem conseguir exprimir em verso,
a realidade existente em meu redor.

Não consigo escrever...
imaginar torna-se então,
a minha única saída.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O amor é uma doença...


É incrível como alguém
pode partir o teu coração,

e continuares a amá-la
com todos os pedaços...


O amor é uma doença,

quando nela pensamos ver

a nossa cura.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mais um dia


Mais uma noite, mais outro dia.
O que será de mim,
o que de mim seria...
O que fiz, e o que por ti faria.
Vida sem nada, vida vazia,
céu nublado, beco sem saída.
De todas as vezes que dizia,
que estava bem, que não sofria,
continuo o mesmo... mentia.
Com coração quente e alma fria,
persigo sem parar essa alegria,
à espera inevitávelmente pelo dia,
em que voltes para a minha vida.
Talvez aguente, talvez consiga,
talvez não... mas queria.

Mais uma noite, mais outro dia,
e a vontade de rimar desvaneçe...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pensamentos soltos

Página em branco e lápis na mão. A minha mente começa a vaguear, procurando bem dentro dos confins esquecidos, passados ou simplesmente fechados da minha memória por algo em que possa facilmente, e ao mesmo tempo nostálgicamente, desgastar o carvão.
Por certo não irei falar de temas triviais à condição humana, essses assuntos são apenas pequenos restos de poeira no caminho desgastado que uma vida vai transportando nos seus pés, à medida que avança pela longa estrada do tempo, que por sua vez parece não ter fim, até fatal buraco no caminho nos faça tropeçar, já que a maioria de nós não tem os olhos postos no chão, mas sim em frente.
Mas divago, onde ia? Ah sim... O papel sujo fica e este velho lápis mais curto aparenta ficar, à medida que, escrevendo o que sai desta incompreensível cabeça, tento encontrar um tema que valha tão tremendo discurso filosófico de amador escritor, que nem os simples prazeres da vida teve o direito de desfrutar, não querendo isto dizer, que não tenha criado uns para desfruto próprio.
O leitor a este ponto tem todo o direito de se perguntar o que fez para arranjar, no meio de tão bela rotina diária que todos levamos, o tão precioso tempo para entrar na mente do condenado, do triste e do demente. Bem, se ainda na presença desta linha do divagar te encontras, é sinal que muito possivelmente estejas a tentar desvendar o que te tenho para dizer, ora, porque outra razão estarei a gastar tão escasso papel, ou inútil lápis?
A verdade, é que de nós, apenas a minha mão e todos os seus dedos sabem do que estou a escrever, pois já se faz tarde, e de tanto pensar ao longo do dia, me encontro extremamente desgastado.
Mas a mão sabe! E quem sou eu para lhe negar seu desejo, aliás, considero uma honra estar ao seu serviço, do tanto que me dá em troca, ao deliciar-me o ouvido com mais uma das suas magníficas interpretações musicais, era de esperar já ter retribuído o favor.
Já se faz tarde... Tentarei de novo amanhã, que do tanto que gostaria de dizer, não consigo expressá-lo de momento. Mas porque será? Não deveria ser tão complicado, todos pensamos, todos falamos, porque não escrever? O que têm o papel e o carvão de tão diferente com o som que sai de nossas gargantas?
Talvez não devessse escrever com esta minha mão, nem de tão pouco com confusa cabeça, mas sim com este meu fragilizado coração. Dizem que resulta, quem sabe?

Veremos...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


A verdadeira pessoa não é aquela que ama um milhão de pessoas...





...mas sim, a que ama uma pessoa de um milhão de maneiras diferentes.