segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alma inquieta


Distância e silêncio.
Confusão e arrependimento.
Saudade e tormento.
Saudade, palavra portuguesa,
que na sua própria beleza,
nos traz nostalgia,
uma paz e uma alegria,
de memórias, dizia...

O sol nasce,
a lua desce.

Contando os dias,
contando as noites...

Vendo as semanas passarem,
vendo as aves no céu voarem,
vendo as vidas de pessoas correndo,
vendo-me sozinho dizendo,
e sem pensar perguntando,
se aquele que se diz destino,
apenas para seu deleito,
se da minha vida vai brincando,
como tímido
pequeno
miúdo.

Mas eu luto!
E dia após dia tento
contrariar-me,
enganar-me,
aproximar-me.

De ti,
de mim,
de nós.
A tua face...
a tua voz...

Acalma-te alma inquieta!

1 comentário:

  1. Não podia deixar de comentar.
    Delicadamente profundo, envolvente, um expressar de emoções em tão simples linhas, que no seu todo carregam uma expressividade única.
    Brilhante!

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