sábado, 2 de outubro de 2010

Mãos dadas


Verdade mais não poderá ser dita,
já que o que digo verídico é,
e nada mais.
Descrevendo então começo,
a situação que confuso se torna,
num dia de calor intenso,
me vejo a caminhar silenciosamente
por um trilho de terra poeirenta,
calmo e lentamente,
pensando em tudo e em nada.

Subimante, como que por acaso,
pura e simplesmente paro,
tanto no meu andar como no meu pensar,
parei.

E apenas com a minha presença fiquei.

Sem me conseguir mover,
o meu corpo começou a desistir,
querendo apenas a este sítio se cingir,
e para sempre, permanecer.

Ora, tudo isto estranho parece,
sem revelar pedaço importante,
neste evento que vos estou a revelar,
pois na verdade,
caminhando à minha frente se encontrava,
certo casal que,
apesar de desconhecido,
já o tinha visto em toda a parte.

Qual o pior será,
o de ver apenas paisagem bela,
sabendo que ao teu lado alguém se econtra,
ou observar esse mesmo par,
o horizonte juntos a contemplar?

Pois para mim,
é a terceira pessoa,
que contempla a visão mais triste...

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