Esta vai ser a minha última entrada, apesar de saber que um dia no futuro irei novamente escrever qualquer coisa de novo, por desabafo, ou apenas escrever por escrever.
Já não arranjo consolo no que escrevo, ou no simples acto de o fazer e reler.
A inspiração fugiu, e não encontro sinais de voltar.
Talvez esteja a exagerar.. mas a expressão "farto" acho que se adequa à minha situação.
Não sei se é por não querer, ou não conseguir. Talvez os dois.
A verdade,
é que fugi.
é que sou invejoso.
é que olho de noite para as estrelas.
é que sou louco.
é que procuro significados.
é que o tempo passa.
é que o passado existe.
é que mesmo a música me persegue.
é que as minhas mãos riem-se de mim.
é que eu não sou eu.
é que quero.
é que dói.
é que imagino.
é que sonho.
..talvez demais.
domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Vento

Um vento de repente soprou,
Quando os meus olhos sozinhos procuravam,
Uma incerteza na calma luz do madrugar.
Um frio que a mim me congelou,
Sem conseguir descobrir a quente razão,
O porquê de o vento continuamente soprar.
A vontade que alguém guardou,
Talvez o segredo que traz na mão,
Ou o simples prazer de um suspirar.
Mas uma seta que de longe falhou,
Que com o vento todos sopravam,
Traz o amor que tanto ansiamos em procurar.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Voar

Defronte de minhas janelas
De vista bela para o mar
Confiante abro as minhas asas
Para daqui fugir. E voar.
Voar pelo azul e imenso,
Esquecer tudo por um momento,
Deixar tudo, e levar nada,
Apenas esperança na minha alma.
Quero voar, soltar-me,
Deste lugar, que me prende aqui,
Quero fugir, voar e partir,
Para nunca mais voltar,
Para ir de encontro a ti.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Caminho

Cansado e com todo o peso do mundo,
caminho passo a passo e sem receio,
rumo a um futuro que de longe é incerto,
mas que a cada dia se torna mais claro,
contemplando entretanto com intriga,
o mundo a desenvolver-se à minha volta,
num passo acelerado e sem demora,
que aos meus olhos aparenta querer fugir,
ao tentar desesperadamente descobrir,
um lugar nesta vida para existir.
Muitas vezes me questiono,
passo a passo caminhando,
o que o futuro trará de novo,
só para me surpreender,
ou talvez assustar...
de qualquer forma caminho,
e no presente tento viver,
sem remorsos, nem arrependimentos,
apenas na consciência, e nos sentimentos.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Inconsciente
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Alma inquieta

Distância e silêncio.
Confusão e arrependimento.
Saudade e tormento.
Saudade, palavra portuguesa,
que na sua própria beleza,
nos traz nostalgia,
uma paz e uma alegria,
de memórias, dizia...
O sol nasce,
a lua desce.
Contando os dias,
contando as noites...
Vendo as semanas passarem,
vendo as aves no céu voarem,
vendo as vidas de pessoas correndo,
vendo-me sozinho dizendo,
e sem pensar perguntando,
se aquele que se diz destino,
apenas para seu deleito,
se da minha vida vai brincando,
como tímido
pequeno
miúdo.
Mas eu luto!
E dia após dia tento
contrariar-me,
enganar-me,
aproximar-me.
De ti,
de mim,
de nós.
A tua face...
a tua voz...
Acalma-te alma inquieta!
sábado, 23 de outubro de 2010
Inútil
Escrever sem pensar... um feito que considero inútil e completamente idiota. No entanto, ao deixar correr a imaginação e por consequente, o lápis sobre o papel, por vezes encontro algo que de outra forma não descobriria. Segredos escondidos dentro do meu ser e do meu pensar que saiem inconscientemente para fora, ao tentar mais uma vez criar algo que apenas serve para ocupar espaço (que segredos são estes, não sei, deixo o mistério para o leitor descobrir). Verdade seja dita, nem todas as pessoas que passam por nós ao longo do dia, agem de acordo com aquilo que verdadeiramente são, ou que desejam.
Não. Pelo contrário. Pensam antes de agir. Tomam todas as hipóteses e deliberam todas as consequências. Por vezes, chegam a concretizar o que a mente contraria...merda. Falta de vontade própria é pura maldição, que envolvido numa mentira cobre as mentes fracas.
Admito, que por vezes agi... ou melhor, não agi, por medo, por pensar. Que vida a minha, que ao voltar atrás e vasculhar em acontecimentos passados na minha memória, me apercebo que se não levasse todo o acontecimento e eventualidade para o pensamento racional, poderia ser mais feliz.
Sim, mais feliz. Penso eu...
Não. Estarei-me a iludir? Tudo acontece por uma razão, e recuso-me a pensar o contrário. Destino, palavra muitas vezes mal interpretada, pobre coitada. Coincidências? Duvido... Tantos exemplos poderia aqui contar para suportar tão eloquente teoria, mas o tempo é pouco, e o papel escasso. Além disso, nem todos os exemplos do mundo poderão mudar a opinião de todos. A mente é como um relógio. Quando criado, é-lhe dado corda, e a partir desse momento bate. Bate bate sem cessar. Sempre na mesma direcção. Isto é... caso alguém não decida intervir, lançando-a ao rio.
Mas para quem estou eu a escrever? Completamente inútil. Escrever sem pensar não leva nem a mente mais brilhante a qualquer conclusão, nem a filosofias, morais, lições, ou qualquer outro tipo de ensino ou realização de ordem superior.
Sem pensar, como poderei criar algo de valor?
Inútil.
Não. Pelo contrário. Pensam antes de agir. Tomam todas as hipóteses e deliberam todas as consequências. Por vezes, chegam a concretizar o que a mente contraria...merda. Falta de vontade própria é pura maldição, que envolvido numa mentira cobre as mentes fracas.
Admito, que por vezes agi... ou melhor, não agi, por medo, por pensar. Que vida a minha, que ao voltar atrás e vasculhar em acontecimentos passados na minha memória, me apercebo que se não levasse todo o acontecimento e eventualidade para o pensamento racional, poderia ser mais feliz.
Sim, mais feliz. Penso eu...
Não. Estarei-me a iludir? Tudo acontece por uma razão, e recuso-me a pensar o contrário. Destino, palavra muitas vezes mal interpretada, pobre coitada. Coincidências? Duvido... Tantos exemplos poderia aqui contar para suportar tão eloquente teoria, mas o tempo é pouco, e o papel escasso. Além disso, nem todos os exemplos do mundo poderão mudar a opinião de todos. A mente é como um relógio. Quando criado, é-lhe dado corda, e a partir desse momento bate. Bate bate sem cessar. Sempre na mesma direcção. Isto é... caso alguém não decida intervir, lançando-a ao rio.
Mas para quem estou eu a escrever? Completamente inútil. Escrever sem pensar não leva nem a mente mais brilhante a qualquer conclusão, nem a filosofias, morais, lições, ou qualquer outro tipo de ensino ou realização de ordem superior.
Sem pensar, como poderei criar algo de valor?
Inútil.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Amor

O amor é de ninguém, e é de todos,
ao querermos amar e ser amados.
Saber que existimos,
e que de certa forma, especiais somos,
aos nossos olhos e ao dos outros...
Todos queremos,
todos merecemos,
todos vivemos,
todos sofremos,
todos renascemos,
todos.
O amor acontece,
nasce,
desvanece,
reaparece.
O amor existe,
é alegre,
pobre,
e triste.
Isto é o amor, e tão simples que é amar...
Amor, um milagre difícil de explicar.
domingo, 10 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Estações

Marcando o início de uma era,
a primeira folha de árvore de jardim
deixa-se cair lentamente,
beijando o chão silenciosamente,
preparando extensa estrada vermelha,
que aparenta não ter fim.
Logo depois a terra fica coberta,
e se veste com vaidade
de um branco cintilante,
trazendo um frio congelante,
e um sentido de paz e calma,
que o coração de todos nós invade.
Com o calor, sem vergonha se despe,
e aproveitando a abundante luminosidade,
de todas as cores se enche o chão,
as flores que escondidas até então,
o vento que cuidadosamente as mexe,
e a chuva que sobre elas se abate.
E agora? O Verão que mais poderia ser?
O calor abrasador,
e o descanso longamente esperado.
Aventureiro, viajarei pelo mundo,
e pararei aqui de escrever,
agradecendo a tão paciente leitor.
domingo, 3 de outubro de 2010
Felicidade
Não querendo parecer uma pessoa triste, muito pelo contrário, considero-me uma pessoa feliz, vim a aperceber-me ao longo do tempo que verdadeira felicidade é coisa que não existe, e que toda a felicidade ou é egoísta ou ignorante.
Já todos ouvimos falar bem da expressão " Ignorância é felicidade ", e mais correcto não poderia estar, afinal de contas, se soubesses que um amigo teu estivesse doente, estarias feliz? Na verdade, se nunca viesses a saber do mesmo, continuarias no teu estado de felicidade anterior.
Como é que a felicidade se pode tornar egoísta? Pois, muitos de nós não pensa realmente nesta questão que continuadamente devasta o mundo inteiro. A fome, as guerras, a pobreza, a doença, todos nós sabemos que existe, mas no nosso dia-a-dia não damos importância a essas questões, já que nos encontramos ocupados a tentar passar por mais um dia de trabalho, estudo, ou algo mais, com nós mesmos e a com a nossa vida. Com tanto mal que acontece no mundo, como é que alguém pode dizer que se encontra verdadeiramente feliz, se "próximo" de nossa casa, se encontra alguém triste com a vida que tem?
Pensem e reflictam... deixem a vossa opinião com um comentário.
Já todos ouvimos falar bem da expressão " Ignorância é felicidade ", e mais correcto não poderia estar, afinal de contas, se soubesses que um amigo teu estivesse doente, estarias feliz? Na verdade, se nunca viesses a saber do mesmo, continuarias no teu estado de felicidade anterior.
Como é que a felicidade se pode tornar egoísta? Pois, muitos de nós não pensa realmente nesta questão que continuadamente devasta o mundo inteiro. A fome, as guerras, a pobreza, a doença, todos nós sabemos que existe, mas no nosso dia-a-dia não damos importância a essas questões, já que nos encontramos ocupados a tentar passar por mais um dia de trabalho, estudo, ou algo mais, com nós mesmos e a com a nossa vida. Com tanto mal que acontece no mundo, como é que alguém pode dizer que se encontra verdadeiramente feliz, se "próximo" de nossa casa, se encontra alguém triste com a vida que tem?
Pensem e reflictam... deixem a vossa opinião com um comentário.
sábado, 2 de outubro de 2010
Mãos dadas

Verdade mais não poderá ser dita,
já que o que digo verídico é,
e nada mais.
Descrevendo então começo,
a situação que confuso se torna,
num dia de calor intenso,
me vejo a caminhar silenciosamente
por um trilho de terra poeirenta,
calmo e lentamente,
pensando em tudo e em nada.
Subimante, como que por acaso,
pura e simplesmente paro,
tanto no meu andar como no meu pensar,
parei.
E apenas com a minha presença fiquei.
Sem me conseguir mover,
o meu corpo começou a desistir,
querendo apenas a este sítio se cingir,
e para sempre, permanecer.
Ora, tudo isto estranho parece,
sem revelar pedaço importante,
neste evento que vos estou a revelar,
pois na verdade,
caminhando à minha frente se encontrava,
certo casal que,
apesar de desconhecido,
já o tinha visto em toda a parte.
Qual o pior será,
o de ver apenas paisagem bela,
sabendo que ao teu lado alguém se econtra,
ou observar esse mesmo par,
o horizonte juntos a contemplar?
Pois para mim,
é a terceira pessoa,
que contempla a visão mais triste...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Pontos
Imagine um ponto. É natural e totalmente lógico este certo ponto encontrar-se sozinho, vendo seu vizinho à distância. No meio, como pequenos jardins plantados por mero acaso, vírgulas que se vão acumulando uma após a outra, tentando explicar algo que unicamente não é compreensível, sem antes perceber o seu todo.
Mas cada ponto é especial, e todos servem o seu efeito. Assim.
Até, na sua extrema pomposidade, apreciam o belo do conteúdo literário com, nada mais nada menos, que um simples chapéu, talvez para preservar sua originalidade na frase, ou apenas para cumprir seu destino, que por eles não foi traçado. Rídiculo? Não direi. Belo!
Como escritor amador, este primeiro aspecto que referi não é de meu agrado. Mas qual a verdadeira razão para um ponto se encontrar sozinho? Isto sim é rídiculo!
Por isso, no meio de tanto jardim, lhe darei alguém para com quem queira conversar, e, quem sabe... O que sairá de tão inesperado encontro... Veremos...
Mas cada ponto é especial, e todos servem o seu efeito. Assim.
Até, na sua extrema pomposidade, apreciam o belo do conteúdo literário com, nada mais nada menos, que um simples chapéu, talvez para preservar sua originalidade na frase, ou apenas para cumprir seu destino, que por eles não foi traçado. Rídiculo? Não direi. Belo!
Como escritor amador, este primeiro aspecto que referi não é de meu agrado. Mas qual a verdadeira razão para um ponto se encontrar sozinho? Isto sim é rídiculo!
Por isso, no meio de tanto jardim, lhe darei alguém para com quem queira conversar, e, quem sabe... O que sairá de tão inesperado encontro... Veremos...
domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Doce tormento

Cheio de nada,
e vazio de tudo.
Encontro-me cansado,
e já nada faz sentido.
Estás em toda a parte,
e o fugir não existe.
Meu sonho, minha maldição,
meu tormento, meu desejo,
meu amor, minha paixão.
Fechar os olhos ou vaguear,
já nada resulta,
desde o momento em que
tão inesperadamente decidiste,
para longe de mim voar,
No entanto permaneces,
no sorriso de cada um,
na melodia de toda a música,
no horizonte de bela paisagem.
Doce tormento... vem salvar-me.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Não consigo escrever

Não consigo escrever.
Por muito que tente,
o lápis não consente
com a linha do meu pensamento.
Tento e tento,
mas no papel nada!
Que fúria! Que raiva!
Pelo que sinto,
ao tentar viver neste mundo,
continuo repetidamente
a fugir inconscientemente
para o meu universo,
sem conseguir exprimir em verso,
a realidade existente em meu redor.
Não consigo escrever...
imaginar torna-se então,
a minha única saída.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mais um dia

Mais uma noite, mais outro dia.
O que será de mim,
o que de mim seria...
O que fiz, e o que por ti faria.
Vida sem nada, vida vazia,
céu nublado, beco sem saída.
De todas as vezes que dizia,
que estava bem, que não sofria,
continuo o mesmo... mentia.
Com coração quente e alma fria,
persigo sem parar essa alegria,
à espera inevitávelmente pelo dia,
em que voltes para a minha vida.
Talvez aguente, talvez consiga,
talvez não... mas queria.
Mais uma noite, mais outro dia,
e a vontade de rimar desvaneçe...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Pensamentos soltos
Página em branco e lápis na mão. A minha mente começa a vaguear, procurando bem dentro dos confins esquecidos, passados ou simplesmente fechados da minha memória por algo em que possa facilmente, e ao mesmo tempo nostálgicamente, desgastar o carvão.
Por certo não irei falar de temas triviais à condição humana, essses assuntos são apenas pequenos restos de poeira no caminho desgastado que uma vida vai transportando nos seus pés, à medida que avança pela longa estrada do tempo, que por sua vez parece não ter fim, até fatal buraco no caminho nos faça tropeçar, já que a maioria de nós não tem os olhos postos no chão, mas sim em frente.
Mas divago, onde ia? Ah sim... O papel sujo fica e este velho lápis mais curto aparenta ficar, à medida que, escrevendo o que sai desta incompreensível cabeça, tento encontrar um tema que valha tão tremendo discurso filosófico de amador escritor, que nem os simples prazeres da vida teve o direito de desfrutar, não querendo isto dizer, que não tenha criado uns para desfruto próprio.
O leitor a este ponto tem todo o direito de se perguntar o que fez para arranjar, no meio de tão bela rotina diária que todos levamos, o tão precioso tempo para entrar na mente do condenado, do triste e do demente. Bem, se ainda na presença desta linha do divagar te encontras, é sinal que muito possivelmente estejas a tentar desvendar o que te tenho para dizer, ora, porque outra razão estarei a gastar tão escasso papel, ou inútil lápis?
A verdade, é que de nós, apenas a minha mão e todos os seus dedos sabem do que estou a escrever, pois já se faz tarde, e de tanto pensar ao longo do dia, me encontro extremamente desgastado.
Mas a mão sabe! E quem sou eu para lhe negar seu desejo, aliás, considero uma honra estar ao seu serviço, do tanto que me dá em troca, ao deliciar-me o ouvido com mais uma das suas magníficas interpretações musicais, era de esperar já ter retribuído o favor.
Já se faz tarde... Tentarei de novo amanhã, que do tanto que gostaria de dizer, não consigo expressá-lo de momento. Mas porque será? Não deveria ser tão complicado, todos pensamos, todos falamos, porque não escrever? O que têm o papel e o carvão de tão diferente com o som que sai de nossas gargantas?
Talvez não devessse escrever com esta minha mão, nem de tão pouco com confusa cabeça, mas sim com este meu fragilizado coração. Dizem que resulta, quem sabe?
Veremos...
Por certo não irei falar de temas triviais à condição humana, essses assuntos são apenas pequenos restos de poeira no caminho desgastado que uma vida vai transportando nos seus pés, à medida que avança pela longa estrada do tempo, que por sua vez parece não ter fim, até fatal buraco no caminho nos faça tropeçar, já que a maioria de nós não tem os olhos postos no chão, mas sim em frente.
Mas divago, onde ia? Ah sim... O papel sujo fica e este velho lápis mais curto aparenta ficar, à medida que, escrevendo o que sai desta incompreensível cabeça, tento encontrar um tema que valha tão tremendo discurso filosófico de amador escritor, que nem os simples prazeres da vida teve o direito de desfrutar, não querendo isto dizer, que não tenha criado uns para desfruto próprio.
O leitor a este ponto tem todo o direito de se perguntar o que fez para arranjar, no meio de tão bela rotina diária que todos levamos, o tão precioso tempo para entrar na mente do condenado, do triste e do demente. Bem, se ainda na presença desta linha do divagar te encontras, é sinal que muito possivelmente estejas a tentar desvendar o que te tenho para dizer, ora, porque outra razão estarei a gastar tão escasso papel, ou inútil lápis?
A verdade, é que de nós, apenas a minha mão e todos os seus dedos sabem do que estou a escrever, pois já se faz tarde, e de tanto pensar ao longo do dia, me encontro extremamente desgastado.
Mas a mão sabe! E quem sou eu para lhe negar seu desejo, aliás, considero uma honra estar ao seu serviço, do tanto que me dá em troca, ao deliciar-me o ouvido com mais uma das suas magníficas interpretações musicais, era de esperar já ter retribuído o favor.
Já se faz tarde... Tentarei de novo amanhã, que do tanto que gostaria de dizer, não consigo expressá-lo de momento. Mas porque será? Não deveria ser tão complicado, todos pensamos, todos falamos, porque não escrever? O que têm o papel e o carvão de tão diferente com o som que sai de nossas gargantas?
Talvez não devessse escrever com esta minha mão, nem de tão pouco com confusa cabeça, mas sim com este meu fragilizado coração. Dizem que resulta, quem sabe?
Veremos...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Nunca
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Palhaço

Que alegria encheu aquelas almas!,
risos e uma salva de palmas
se fez ecoar pela festa,
quando deu por terminada,
tão esplenderosa palhaçada.
Todos na cidade o conheciam
pelos seus inúmeros trabalhos,
trazer, através da sua arte,
a todos um momento de felicidade,
e muitos e tantos o convidavam,
a convívios, celebrações e claro, aniversários.
Mas o que ninguém sabia,
apesar do seu feliz estar,
que por detrás da maquilhagem,
reside uma triste imagem,
de uma pessoa vazia,
sem ninguém no mundo para amar.
Como é que alguém consegue
aos outros felicidade dar,
se dentro do seu interior,
nem alegria existe,
ou amor...?
Mas o palhaço continua,
ultrapassando e esquecendo a dor.
Talvez um dia apareça,
quem a este palhaço forneça,
desejada fonte de alegria e amor...
domingo, 22 de agosto de 2010
"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor" , disse Mozart um dia...
Verdade maior não pode ser dita,
já que por amor se comete a maior das loucuras,
sofremos a maior das ilusões,
alcançamos verdadeira felicidade,
caímos na pior das tristezas,
mas acima de tudo...
nos torna completos,
preenchidos,
vivos.
...palavras de um cego a descrever o mundo
Verdade maior não pode ser dita,
já que por amor se comete a maior das loucuras,
sofremos a maior das ilusões,
alcançamos verdadeira felicidade,
caímos na pior das tristezas,
mas acima de tudo...
nos torna completos,
preenchidos,
vivos.
...palavras de um cego a descrever o mundo
sábado, 21 de agosto de 2010
Loucura

Ao caminhar em direcção à loucura,
o mundo à minha volta ESTRANHO parece,
ao ver pessoas na rua a conversar,
na sua rotina diária a decorrer......a decorrer....a decorrer........adecorrer....adecorrer.....
!sem se apercebendo, pobres coitados!!
que tudo em sua volta se está a
des ?
m?
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ro
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n ?
a
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r
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Olha! vê como eu vejO... aFINal, tudo o que pensas ver ou não ver ou vir a saber ou querer saber ou simplesmente drásticamente indesejosamente loucamente curiosamente infelizmente repetidamente tens na tua consciênciaª...
N o o é --> verdade / mentira (escolha diária que todos fazemos)
nÃo penses
*IMAGINA*
ª - na42da m647ais q745ue o t34e74u p123equ534eno mu2n7453do i3246ma256gin24624ário de724571n257tro da t2457u26a m623456en4526te
sábado, 14 de agosto de 2010
Coração de papel

Era uma vez, não há muito tempo
numa terra conhecida e cheia de gente,
vivia um pequeno e simples rapaz,
que há dias e dias atrás,
decidiu por sua vontade e talento,
dar à pessoa que se sentisse carente,
corações vulgares feitos em papel,
esperando ansiosamente pelo momento,
em que chegasse aquela que,
tao sincera e abertamente,
no meio deste mundo frio e cruel,
lhe delicadamente retribuísse o gesto.
Bem, os corações foi entregando,
e numa certa tarde de verão,
certa rapariga apareceu,
e, claro, do rapaz um coração recebeu,
e logo nele um sorriso apareceu crescendo,
quando reparou subitamente então,
que ela do bolso um coração tirou,
e tão suavemente a mão esticou,
para ao rapaz também entregar,
pequeno coração de papel que trazia.
Logo, o rapaz encheu-se de alegria,
pois sabia que de tanto esperar,
acabou finalmente por encontrar,
o verdadeiro amor da sua vida.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Eu e o Gigante

Sentado diante de um monstro
com medo do que poderá fazer,
com seu corpo colossal,
(será que me fará mal?),
seus dentes de preto e branco,
me fizeram um abrupto tremer.
Logo me disseram assim,
para não ter medo algum.
Vá, experimenta tocar!
E ao encher o peito de ar,
trouxe-o mais perto de mim.
(não podes ter medo. Nenhum!).
Um dedo apenas estiquei,
e apenas em um dos dentes toquei.
De repente, como que por magia,
um som se fez milagrosamente ouvir.
Como é que de tão gigante monstro
que de boca aberta se abre ao mundo,
pode trazer algo que de tão belo, arrepia!?
E logo todos puderam ver, que estava a sorrir.
Os anos foram passando, eu e o gigante,
e a nossa relação foi aumentando,
e a cada dia que passava,
qualquer um reparava,
que beleza se encontrava naquele instante,
em que música de seu corpo se ouvia saindo.
Logo todo mundo queria ouvir
as maravilhas que fomos criando arduamente.
A beleza por vezes se encontra,
não no que está por fora,
mas do que dentro para fora se vê sair,
do que criámos nós os dois. Eu e o gigante.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Saudade

Saudade que se aperta cada vez mais
num turbilhão de sentimentos que permanecem ocultos
para nunca ninguém descobrir sua razão ou existência
mesmo passado tempo e tempo às voltas e voltas
num ciclo fechado do qual não queria entrar
e do qual não consigo sair
ao tentar desesperadamente todo o possível e impossível
para te voltar a ver apenas por um momento
onde quero partilhar contigo tudo o que sinto
e o que não consigo expressar por palavras
ou qualquer outra forma a não ser um simples olhar
de quando te vejo à minha frente e não te consigo tocar.
mas hoje é diferente...
hoje vou conseguir.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Não

Hoje não quero escrever,
hoje não quero dizer,
não quero falar,
não quero pensar,
não quero recordar,
não quero gritar,
não quero dar,
não quero desejar,
não quero lutar,
não quero tentar,
não quero, não quero, não quero!
...mas por ti,
os "não" não o são,
e os "quero", mais importância ganham,
já que no princípio de tudo ficam,
e de tudo isto começa então...
...com um querer.
Tu

Tua cara me persegue.
Tua voz me assombra.
Tudo em ti é beleza,
simplicidade,
pureza.
Vazio dentro de mim,
buraco que me devora.
Sem ti viver,
mais vale morrer,
ao passar dias assim,
contigo na minha memória.
Quero-te ao meu lado,
desejo-te aqui.
Preciso de ti.
Distância que nos separa,
no meu coração se amarra,
ao ver-te no meu sonho,
ao sobreviver sem tua presença,
ao relembrar tua aparência,
ao viver nossa vivência,
ao me levar à eloquência!
Tudo és tu,
e nada és tu.
Tu és assim,
simplesmente,
um pedaço de mim.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Sonho ( factos reais )

Olho curioso à minha volta,
reconhecendo este lugar
como palco de dramas e tragédias,
conflitos, mas também comédias,
de momentos da minha vida,
que acabo sempre por relembrar.
Inesperadamente e com um sorriso,
vejo-te a correr em direcção a mim,
e como momento mágico este,
em que lentamente me ofereceste
nada mais que um simples beijo,
do qual esperava não ter fim.
Mas deste mundo inexistente,
do qual não queria sair,
subitamente acordo,
e de novo me vejo,
no meu quarto... meio dormente...
...quero voltar a dormir.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Medo

Do ser humano é natural,
das circunstâncias do dia-a-dia,
o medo nos apoderar de forma tal,
que por muito que fujamos
e que mudemos a nossa vida,
inevitávelmente o relembramos.
O medo nos altera,
nos intimida por certo,
que até uma vida perfeita
se transforma por completo,
quando nos assombra um medo,
que do passado permanece incerto.
Bem, atrás não podemos voltar,
nem o futuro ao certo adivinhar.
Quão justo é sofrer,
e por quantas vezes perdemos,
pelo simples medo de perder,
o que aprendemos a amar?
sábado, 31 de julho de 2010
Paradoxo

Memórias que aparecem correndo,
como cavalos irados parecem,
que pela minha mente me atormentam,
e de dia e noite me pergunto
se destino é piada ou verdade,
algo de bom ou pura maldade.
Pois o paradoxo da vida
nos segue pelas ruas da dor,
sem possível escapatória,
os acontecimentos que vêm à memória,
de momentos felizes, de amor.
Mas o pior é o cansaço,
de quando a espera é longa
para preencher aquele pedaço
que do coração nos falta.
O pior,
é não ter o que precisamos,
mas o que queremos tê-lo...
...sabermos quem somos,
e não podermos sê-lo.
sábado, 24 de julho de 2010
Jardim

Sentado a contemplar o mundo,
em dia alegre de sol quente,
num banco de jardim observo
a vida que a minha volta se torna
bela, pura, raiante.
E de tudo o que neste lugar,
a natureza convencida mostra,
inesperadamente decide assim,
uma simples e vulgar borboleta
corajosamente pousar em mim.
Contemplando-a me apercebi,
como tao pequena criatura
de feia e lenta lagarta,
um dia se venha a tornar,
borboleta esta que em todo o jardim,
em meu colo decidiu pousar.
Milagre talvez, ou por mero acaso,
por destino, qualquer razão seja.
Mas que por mais que pensar tente,
não existe nada mais belo,
do que o simples facto de no mundo,
exista sempre quem lute para ser diferente.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Estrada

Do conforto de minha casa
certo dia e sem aviso saí,
tal aventureiro desconhecido
caminhando sem sentido,
percorrendo longa estrada,
em direcção a ti.
Onde estás posso não saber,
nem se algum dia chegarei,
mas a vontade de te alcançar,
e o prazer de te abraçar,
esta estrada vou percorrer.
Um dia... eu sei.
Sonhos permanecem em mim,
como maldita cicactriz que arde,
onde meras ilusões se mostram,
e de todas as vezes terminam,
com tua bela figura no fim,
mostrando que não é tarde.
Tarde para continuar,
e para não desistir,
que vida não é nada,
se ao caminhar tal estrada,
não aprenda a amar,
ou de parar de sorrir.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Destino

Que posso eu dizer,
aquando as encruzilhadas
que a vida possa trazer,
fatal pedra no caminho,
como que por destino,
traga tantas reviravoltas
a uma vida que de longe
perfeita parece,
na realidade entristece.
Esquece, continua,
os ignorantes dizem,
clamando com certeza
que verdadeira felicidade
existe, a vida contêm.
Mentira, Falsidade.
E mesmo com o passar do tempo
que com força e alento,
desespero por agarrar,
como benção de divindade,
ou piada por contar,
um sorriso sempre aparece,
para os outros enganar.
Já nada interessa,
a vida prossegue.
Toma a minha palavra,
ouve e consente:
Aprecia o "agora",
Aproveita o presente.
Esquece o acontecido,
Lembra-te do vivido,
Evolui e aprende.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Um dia

Um dia encontrei-me
sentado escutando o silêncio.
Na escuridão do quarto,
onde luz que por sua vontade
não deseja entrar,
em meu redor, tudo parecia,
mas nada existia.
Apenas o ar
que descendo e subindo
através da minha boca,
faz certo ruído se destacar,
fazendo o silêncio do quarto,
como que refúgio outrora,
subitamente acabar.
E pequena forma,
que dantes mero vazio,
se começa a mexer,
a minha direcção toma.
Sem nada eu dizer,
com tal sentimento
que nunca ninguém sentiu,
me fez um abrupto acordar,
apenas para reparar então,
que permanecia só no quarto,
no silêncio e na escuridão...
Hoje

Hoje decidi lembrar-me,
Hoje decidi esquecer-me.
Lembranças de outrora
perdidas na memória,
esquecidas na história,
Lembradas de novo.
Esquecidas de novo.
Uma, duas... quantas mais,
ontem... hoje, e o amanhã.
Quantas serão preciso,
até coração despedaçado,
coexistir com mente sã ?
Jamais.
Hoje decidi lembrar-me,
Hoje decidi esquecer-me.
Hoje decidi...
... e amanhã ?
Jogo

sala escura, silêncio...
dois estranhos encontram-se...
Luz, e o jogo começa.
... Peão para 4 Rei...
Será destino? ou pura sorte?
vida vã e sem rumo,
incertezas e sofrimentos,
de repente esquecidos
parados no tempo...
... Bispo para 4 Bispo de Dama ...
solidão, tristeza...
Vai-te!
Nova oportunidade te espera,
pois felicidade é para todos
e de tanto esperar,
o receio dos simples gestos desaparecidos,
de novo poderão voltar.
... Dama para 5 Torre de Rei ...
Ousadia não falta,
mas coragem, nem vê-la!
talvez por medo,
talvez por experiência,
talvez por ingenuidade.
O certo é incerto, e eu...
...bem, veremos.
... Dama para 7 Bispo de Rei ...
não... o que foi acontecer?
não.... como foste...
não.....
.... não.
... Cheque - Mate ...
....escuridão...silêncio...
dois estranhos encontram-se,
dois estranhos permanecem....
Pois o amor só verdadeiro é,
quando independentemente a jogada,
O jogo é sempre ganho.
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